De acordo com a lei, o conselho, órgão colegiado de caráter consultivo e deliberativo fica vinculado a
Semas, com a finalidade de auxiliar a administração e buscar os meios
necessários que proporcionem a população negra o exercício pleno de sua
participação e integração no desenvolvimento econômico-social, político e
cultural, inclusive na construção de sua cidadania.
Segundo Nazif, a sanção aconteceu em virtude da necessidade de
fortalecimento dos movimentos na capital. "Vemos que este conselho tem
uma importância social muito grande, sabemos que o racismo ainda existe e
ficamos tristes, afinal, todos somos irmãos. Espero que o Compir seja
um
conselho ativo e que todos colaborem para uma mudança na atual realidade", comentou o prefeito.
Contentes com a aprovação do chefe do executivo municipal, os
presentes comemoraram o passo dado para a criação do conselho.
"Historicamente, este ato deve ser registrado. É o primeiro conselho de
Porto Velho a tratar da igualdade racial, só temos que agradecer este
avanço", frisou Christóvão Nascimento, presidente do movimento negro do
PDT.
Colaborador ativo para a criação do Compir, o chefe de gabinete
do vice-prefeito explicou que sancionada e publicada a lei, as
entidades serão convocadas a participar de forma paritária. "São 8
governamentais e 8 não governamentais. Primeiro é dada a posse aos
conselheiros, em seguida é a realizada a eleição da diretoria, após é
regulamentado o regimento interno e por fim é feita a criação do fundo
em busca de angariar recursos para implementação de políticas públicas",
detalhou Neto.
Por Renata Beccária | Fotos: Frank Néry
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